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Gastos com medicamentos devem atingir R$ 257,8 bilhões em 2026
Gastos com medicamentos devem atingir R$ 257,8 bilhões em 2026

Os consumidores brasileiros devem gastar R$ 257,8 bilhões com medicamentos em 2026, conforme projeção da Pesquisa IPC Maps, desenvolvida pela consultoria iPC Marketing. O estudo também estima que as despesas com planos de saúde e tratamentos médicos e odontológicos alcancem R$ 279,7 bilhões, tornando essa a principal categoria de gastos relacionados à saúde.

A pesquisa indica ainda que os gastos das famílias brasileiras com saúde deverão crescer 7% em comparação com o ano anterior. O levantamento considera o potencial de consumo em 5.571 municípios brasileiros, utilizando dados oficiais e ferramentas de geoprocessamento para calcular as estimativas por categoria.

Sudeste concentra a maior parte dos gastos com saúde

Na divisão por estados, São Paulo lidera o ranking nacional, com previsão de R$ 163,7 bilhões em despesas com saúde. Em seguida aparecem Minas Gerais, com R$ 62,5 bilhões, e Rio de Janeiro, com R$ 51,7 bilhões. Rio Grande do Sul e Paraná completam a lista dos cinco estados com maior participação no consumo do setor.

Classe C lidera a compra de medicamentos

Entre as classes sociais, a classe C deverá responder pelo maior volume de compras de medicamentos, com previsão de movimentar R$ 119,9 bilhões. Na sequência aparecem a classe B, com R$ 79,3 bilhões, a classe D/E, com R$ 32,1 bilhões, e a classe A, com R$ 26,4 bilhões.

Quando analisada a participação dos medicamentos nos gastos totais com saúde, a classe A destina 28,7% de suas despesas ao segmento, totalizando R$ 26,4 bilhões de um total de R$ 91,8 bilhões. Na classe B, os medicamentos representam 40% dos gastos em saúde, com R$ 79,3 bilhões de um total de R$ 198,2 bilhões.

Já a classe C direciona 59,3% de suas despesas em saúde para a compra de medicamentos, correspondendo a R$ 119,9 bilhões de um total de R$ 202 bilhões. Entre as classes D e E, os medicamentos representam 70,8% dos gastos com saúde, somando R$ 32,1 bilhões de um total de R$ 45,3 bilhões.

Classe A apresenta o maior crescimento nas despesas com medicamentos

Na comparação com o ano anterior, a classe A deverá registrar o maior avanço nas despesas com medicamentos, com crescimento projetado de 17,1%. A classe C aparece logo depois, com alta estimada de 15,7%. Já a classe D/E deve apresentar crescimento de 2,1%, enquanto a classe B tende a registrar retração de 2,5%.

Consumo das famílias deve atingir R$ 8,6 trilhões

Além das projeções para o setor de saúde, a Pesquisa IPC Maps estima que o consumo das famílias brasileiras alcance R$ 8,6 trilhões em 2026, representando crescimento real de 2,3%. O percentual supera a expectativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB), estimada em 1,8%.

Mesmo com o avanço previsto, os gastos com medicamentos e saúde deverão representar 6,7% do consumo total no Brasil, permanecendo atrás de categorias como veículos próprios, habitação, outras despesas — incluindo serviços, reformas e seguros — e alimentação e bebidas consumidas no domicílio.

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