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O varejo farmacêutico brasileiro registrou faturamento de R$ 261,5 bilhões em vendas ao consumidor no acumulado de 12 meses encerrado em junho de 2026, resultado que representa crescimento de 13,6% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado pelo avanço das grandes redes, pela expansão dos medicamentos da classe GLP-1 e pelo fortalecimento das vendas por canais digitais.
Dados da Close-Up International apontam que o setor acumula crescimento anual composto de 11,5% desde 2022. No período, as empresas associadas à Abrafarma ampliaram sua participação no mercado para 48,6%, consolidando sua liderança no segmento.
Os medicamentos da classe GLP-1 permaneceram entre os principais responsáveis pela expansão do mercado. No acumulado de 12 meses, essa categoria apresentou crescimento de 97,4%, enquanto, considerando apenas o ano de 2026, a alta foi de 88,3%. Os produtos passaram a representar 6,1% das vendas totais do varejo farmacêutico.
Entre os diferentes modelos de operação, as redes vinculadas à Abrafarma registraram o maior avanço, com crescimento de 17,9%. As demais redes cresceram 14,6%, enquanto as federações tiveram alta de 7,3%. As farmácias independentes também apresentaram evolução positiva, com crescimento de 5,2%, embora em ritmo inferior ao das grandes redes.
O comércio eletrônico continuou ampliando sua participação no setor. As vendas digitais passaram de R$ 7,4 bilhões para R$ 10,3 bilhões no acumulado de 12 meses, representando crescimento de 39,6%. O aumento da participação do canal reforça o avanço da digitalização no varejo farmacêutico.
Nas vendas online, os medicamentos prescritos lideraram o desempenho, impulsionados pelos GLP-1, que registraram crescimento de 452,2% no ambiente digital. Dermocosméticos, vitaminas e suplementos, medicamentos exclusivos e medicamentos de marca também apresentaram evolução acima da média.
O levantamento da Close-Up International indica ainda que a abertura de novas unidades segue como um dos principais fatores de expansão do mercado. As lojas inauguradas nos últimos três anos continuam contribuindo significativamente para o crescimento das vendas, enquanto o fechamento de estabelecimentos exerce impacto negativo sobre o desempenho consolidado do setor.
Atualmente, o Brasil conta com aproximadamente 101,7 mil farmácias em operação. Desse total, cerca de 55 mil são independentes, 28 mil pertencem a federações, 12,3 mil integram a Abrafarma e aproximadamente 6,4 mil fazem parte de outras redes.
O estudo também mostra que as lojas com maior tempo de operação mantêm a maior venda média mensal, enquanto a ampliação do sortimento acompanha a evolução operacional das unidades. A expansão geográfica continua distribuída entre municípios de diferentes portes, com abertura de novas farmácias tanto em grandes centros quanto em cidades médias e pequenas.